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Declaradamente culpada

Quando me vejo em uma situação de risco (cujo o risco é só sobre minha imagem), meu orgulho passa na frente e logo se justifica: mas a culpa foi de... 

Isso porque assumir a responsabilidade da culpa me é algo extremamente dificultoso, a vergonha de ter errado faz minhas faces queimarem e eu me sinto como se estivesse diminuindo. Ora, mas por que estou aqui falando algo tão pessoal? Porque ultimamente venho pensando sobre este termo, a culpa.

Ao longo da vida me deparei com alguns problemas que me fizeram conhecer partes de mim que até então não conhecia, ou , as vezes, me vejo presa quanto a decidir questões simples, ou tomo atitudes que não condizem com minha consciência, a qual me cobra severamente.

E o que isso tem a ver com a culpa? Bem, atribui todos os meus dilemas a traumas de infância e culpabilizei meus pais por 'n' coisas. 

Claro que o que vivi me tornou o que sou hoje, mas descobri algo incrível: eu também posso decidir quem eu sou. Não é porque, quando criança experienciei eventos adversos, que agora, entrando na fase adulta, eu deva deixar tais adventos controlar minhas ações, usando-os como uma escapatória para algo que sempre foi minha responsabilidade, pois assim percebo que esta minha mania de culpabilizar outrem coloca-me apenas na zona de conforto.

Hoje sou grata pela infância que tive e pela forma que meus pais me criaram, percebo que pais não são máquinas perfeitas, enquanto eles nos ensinam eles também aprendem, e no processo de aprendizado todos estão fadados ao erro (futuramente, quando for mãe, sei que também errarei).

Quanto as crises, elas são inevitáveis, repito isso para mim a todo momento, mas isso não significa que temos que achar um culpado para elas, basta mudar um pouco o ângulo e perceber que as crises também ensinam e edificam, no olho do furacão isso é quase impossível de perceber, mas tento sempre mudar o foco e pegar o melhor que aquilo pode me oferecer.

Falar é simples, a prática no entanto é complexa. Quando acho que estou entendendo, entro e queda e já recomeço a culpar a todos, e minha atitude negativa se repete inúmeras vezes. Eu sou uma aluna com muitas dificuldades na escola da vida, mas meu desejo por aprender ainda faísca.

Portanto, errar não é errado, errado é não assumir que errou, parece um trava-línguas clichê, mas é assim que tento me convencer de que não sou perfeita, pois somente a partir daí eu poderei me aperfeiçoar no caminho certo.

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